terça-feira, 20 de fevereiro de 2018




GARANHUNS E A ESPINGARDA EM 1917

Por José Fernandes Costa – jfc.costa15@gmail.com

 No dia 3 deste mês, li no Blogue de Roberto Almeida, breve crônica sobre a tragédia que ocorreu em Garanhuns, no ano de 1917. A alguém pode parecer estranho que o juiz Abreu e Lima e o tenente Meira Lima, em vez de contribuírem pra evitar o mal maior, tenham colaborado fortemente com aquela matança.

Para mim, isso não constitui estranheza. Passei meus primeiros anos de vida na divisa de Alagoas e Pernambuco. Do lado de cá, Bom Conselho; do lado de lá, Palmeira dos Índios. Sempre acompanhei a história do banditismo dos “coronéis” nesses dois estados da federação.

Naquela ocasião (3.2.2018), eu fiz um comentário pela tangente. De propósito, desviei o assunto para o tiroteio da Assembleia Legislativa de Alagoas, ocorrido em 1957, o que não tem nada a ver com a carnificina feita em Garanhuns. 

Voltemos ao que parece estranho, mas não é: como pode o juiz de direito e o responsável pela segurança pública do município, endossarem o plano macabro dos bandidos matadores?! Estes, usando ardis calculados, trancafiaram seus adversários na cadeia pública da cidade.  E, a seguir, invadiram aquele presídio e trucidaram cerca de 20 pessoas, incluindo policiais que cumpriam suas obrigações. – Antes, porém, os tais bandidos trataram de retirar os armamentos que poderiam ser usados por policiais que, no cumprimento do dever legal, tentariam evitar a matança impiedosa.

A análise pode não ser simples, mas temos de partir de certa lógica. – Houve um “coronel” assassinado por um capitão que havia sido surrado na via pública. O capitão fora surrado, para que o povo de Garanhuns e adjacências ficasse sabendo que a família do “coronel” era valente. E que ali quem mandava, desmandava, casava e batizava era a família do dito “coronel”.

 Não dá para descrever a imensa humilhação sofrida pelo capitão Sales Vila Nova. Foi desmoralizado para todo mundo ver e saber. Com que cara o capitão Sales iria se apresentar aos seus familiares? Como chegar e olhar de frente para quaisquer pessoas, de sua família ou não? – Assim, só restou ao capitão Sales Vila Nova matar o “coronel” da família dos tranca-ruas. – Sales já havia avisado que, se fosse surrado, mataria o “coronel”. – Havia alguma dúvida para os parentes do “coronel” de que fora o capitão Sales que cometera o assassinato em Recife, por sua conta e risco? – Se dúvida havia, é porque a ignorância da família “valente” era tanta que deixou todos mais cegos do que já eram.

Com aquela morte em Recife, houve a primeira viúva. E esta tinha ódio e maldade dentro do peito pra distribuir com quem ela quisesse. – Então, a primeira viúva ordenou aos seus parentes que reunissem os pistoleiros da região e viessem pra Garanhuns. E tomassem conta da cidade, criminosamente. Cerca de 100 bandidos armados até os dentes passaram a agredir pessoas que não fossem do agrado deles! – E, a partir de então, foi gestado o plano macabro, dentro da casa da primeira viúva. – Doravante, essa viúva será chamada só pela alcunha de primeira viúva.

Naquele complô, na casa da primeira viúva estavam o juiz e o tenente (este também delegado de polícia); ambos deveriam servir ao povo de Garanhuns. Porém, ao não fazê-lo, nada disso causa estranheza. É e sempre foi comum nas cidades onde imperam os currais eleitorais, as “autoridades” tomarem partido, por mera simpatia com certos chefetes políticos. – Então, naquele momento, foram postas as cartas na mesa. Tendo em vista o ambiente de guerra declarada, o juiz e o tenente se engajaram de corpo e alma no plano mortal da família da primeira viúva.

Assim, o plano deu os resultados que a primeira viúva e seus apaniguados quiseram. Depois de executados os homens odiados pela primeira viúva, esta fez a comemoração na sua residência, com bebedeiras, risos e alegria esfuziante, segundo foi noticiado.  – Tanto ódio, tanta frieza, tanta insensibilidade, talvez tenha sido isso que fez a primeira viúva viver quase 100 anos.

A pergunta que fica no ar é: por que a primeira viúva não foi condenada, já que tudo ocorreu por ordem dela, dentro de sua casa?! Se ela foi a julgamento, como não ser condenada?! Isso é muito mais estranho do que a participação das “autoridades” na chacina. – Já a absolvição de Sales Vila Nova encontrou amparo legal, a meu ver. Visto que o Código Penal prevê “os crimes contra a  honra”. E entre estes está:

“Se a injúria consiste em violência ou visa de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, consideram-se aviltantes as ofensas.” (CP: art. 140, § 2º.)

O Código Penal de 1941 estabelece esse crime. É óbvio que, com muito mais razão, os códigos vigentes em 1917 também estipulavam tal crime. – E por ter sido surrado, o capitão Sales Vila Nova foi atingido em sua honra; tendo sido humilhado de maneira aviltante. Daí, sua absolvição!

2. Pessoas alimentadas pelo mal, juntam-se aos maus e se deleitam com a prática da desgraça. – Para os agentes do mal, nada melhor para eles do que uma carnificina em letras garrafais. Foi o que ocorreu em Garanhuns, naquele 15 da janeiro de 1917. – Ademais, os bandidos valentões agrediram mulheres: as filhas e a esposa de Manoel Jardim. Isso foi covardia imperdoável.

Li, em algumas publicações, que o “coronel” assassinado “iria despontar como ‘liderança”’ da região do Agreste. – Quem entende alguma coisa de recursos humanos sabe o que é ser líder e exercer liderança. Ninguém é líder com um chicote na mão, para açoitar os seus “liderados”. – Com um relho na mão, o sujeito só pode ser algoz periculoso. Será só chefe de bandos e quadrilhas. Jamais será líder de uma comunidade.

Ser líder requer capacidade pra liderar; e é necessário que haja aceitação das suas opiniões por parte dos liderados. Opiniões não são ordens! – Essas condições faltam a quem usa o porrete e a espingarda pra resolver conflitos. Que não se confunda capitão do mato com líder. A diferença é tão grande, como gritante foi a estupidez dos que mataram, covardemente, mais de 20 pessoas. A tremenda estupidez deu lugar ao massacre sangrento, coisa que o povo de Garanhuns nunca mereceu.

Antes de ser morto, o “coronel”, disfarçado de “fidalgo”, já acumulava nos ombros, alguns crimes: lesão corporal dolosa contra o capitão Sales Vila Nova (coautoria); grave ameaça ao capitão Vila Nova; e injúria aviltante imposta ao próprio capitão, conforme destacado mais acima. – Todos esses crimes estão no nosso Código Penal. – Eis as sobejas razões que Sales Vila Nova teve pra matar o “coronel” dos valentões, em lugar público na capital do Estado. – Essa é minha opinião, ainda que alguém discorde.

E nem tento entender por que o juiz de direito e o chefe de polícia de Garanhuns passaram a cumprir as ordens da primeira viúva e dos seus asseclas, em vez de cumprirem as leis vigentes. – Isso é tão vulgar que se torna irrelevante, para mim. – É ISSO! /.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018




Mulher em apuros: RELATOS DA PRIMEIRA DEPILAÇÃO

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, render-me à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu nem imaginava que ia doer, porque elas ao menos não me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética. – Oi, queria marcar depilação com a Penélope. – Vai depilar o quê? - Virilha. – Normal ou cavada? Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. – Cavada mesmo. - Amanhã, às... Deixa ver...13h? - Ok. Marcado. – Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava; coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de "Calígula" com "O albergue". Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas. – Querida, pode deitar. Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era “O Albergue” mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte. – Quer bem cavada? – É... é, isso. – Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da “Abigail”, nome carinhoso de meu órgão genital; esqueci-me de apresentá-lo antes. – Os pelos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda. – Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula “melada” de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça). – Pode abrir as pernas. – Assim? – Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado. – Arreganhada, né? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído; que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu me havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais. – Tudo ótimo. E você? Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter as clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava-me de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todas porque se cansam de sofrer sozinhas. – Quer que tire dos lábios? – Não, eu quero só virilha, bigode não. – Não, querida, os
lábios dela aqui ó!! – Não, não, para tudo! Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que ideia. Mas topei. Quem está na maca tem que se foder mesmo. - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. – Olha, tá ficando linda essa depilação. – Menina, mas tá cheio de pelo encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Leva-me daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blá-blá-blás ouvi a palavra pinça. – Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram uns pelinhos, tá? – Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo; tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe a arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir. – Vamos ficar de lado agora? – Hein? – Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens. – Segura sua bunda aqui? – Hein? - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o “olho que nada vê”. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria: - Tudo bem, Pê? – Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu “Twin Peaks”. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente só do meu, entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto. – Vira agora do outro lado. – Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina. - Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o “tobinha” tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente. – Terminamos. Pode virar que vou passar a maquininha. –

Máquina de quê?! – Pra deixar ela com o pelo baixinho, que nem campo de futebol. – Dói? – Dói nada. – Tá, passa essa merda... – Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo: "Baixe a calcinha".... como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável. – Prontinha. Posso passar um talco? – Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha. – Tá linda! Pode namorar muito agora. – Namorar... namorar?!... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Mas eu ainda estou na luta... Fica a minha singela homenagem para nós mulheres! /.                                                               NOTA da redação: - Autora ANÔNIMA.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018



O assassinato de Margot Proença

José Fernandes Costa – jfc.cost15@gmail.com

"No dia em que foi assassinada, Margot trajava blusa de algodão branca. E saia xadrez, nas cores verde e vermelho. Sapatinhos de salto baixo, parecia uma colegial. Tinha 37 anos de idade.”
Esse é um trechinho da narrativa em que a advogada e procuradora de Justiça do Estado de São Paulo, Luiza Nagib Eluf, inicia o relato de um homicídio passional e cruel. A vítima foi a professora Margot Proença Gallo, mãe da atriz Maitê Proença. – Maitê, na época, tinha 12 anos de idade! - O autor do crime foi o marido de Margot, o procurador de Justiça, Augusto Monteiro Gallo. Enciumado e enfurecido, Augusto Gallo matou a esposa, com 11 facadas, em meio a uma discussão iniciada por causa dos caprichos dele! Esse homicídio ocorreu em Campinas SP, no dia 7 de novembro de 1970. – E é um dos 16 homicídios passionais, tratados no livro: "A paixão no banco dos réus", escrito por Luiza Nagib Eluf.
Após o homicídio, Augusto fugiu no carro dele, levando a faca (arma do crime), que nunca foi encontrada. Ele foi para Bragança Paulista (SP); e, de lá, foi para Belo Horizonte, onde ficou homiziado na casa de um “amigo”.
No dia 17 de novembro, 10 dias após o crime, Augusto Gallo voltou a Campinas e se apresentou à polícia. Relatou o episódio ao delegado, à sua maneira; e se disse arrependido; mas acrescentou que não tinha peso na consciência. – Não foi preso.
Essa tragédia, segundo a versão dada pelo próprio homicida, na delegacia de polícia, naquele 17 de novembro, teria tido o seguinte ponto de partida: que Augusto Gallo chegara em casa às 18 horas, no dia 3 daquele mês de novembro. E a empregada informara que o jantar estava pronto, mas a dona Margot acabara de sair e disse que voltaria em cinco minutos. Era terça-feira. E todas as terças-feiras o jantar era servido naquele horário, porque Augusto iria dar aula em seguida.
Que ele achou entranha a atitude da mulher e resolveu seguir Margot. Que a encontrou nos Correios, onde ela estava postando uma carta. Que ele se aproximou por detrás da esposa; e, sem que ela percebesse, tomou a carta das mãos dela, na hora que a funcionária se preparava pra receber a carta e passar na máquina de selagem.
Que Margot reagiu e tentou tomar a carta de volta. E, na confusão, a carta teria sido rasgada ao meio. Que ele pegou um pedaço da carta. E que, ao voltar pra casa e recompor aquela parte da carta, Gallo verificou, estarrecido, que se tratava de uma carta de “amor”, que seria endereçada ao professor francês Ives Gentilhomme. O professor Ives estivera em Campinas, meses antes, ministrando um curso do qual Margot havia participado. Foi aí, segundo Augusto Gallo, que ele se lembrou de que quando o professor estivera na cidade, as discussões entre o casal haviam aumentado. E cresceram suas suspeitas de que a mulher se envolvera com o professor.
Consta do livro que, após a cena nos Correios, Augusto Gallo teria esperado Margot na porta de casa, com uma arma de fogo na mão; que a ameaçou e bateu nela. E que, a seguir, ele fez Margot entrar no carro. E partiu, cidade afora! No percurso, várias vezes ameaçou matá-la. Mas não tivera coragem. Então, jogara o carro contra postes e outros obstáculos; mais de uma vez, sem sucesso. Por fim, entregou a arma à esposa e disse que ela o matasse! Margot se livrou da arma de fogo e conseguiu descer do carro, escapando da fúria de Augusto.
Pouco depois, Margot voltou pra casa, em companhia de um delegado de polícia. Que o delegado conversou com Augusto; e este prometera que tudo ficaria em paz; que ele nada faria contra a esposa. – Porém, seguiram-se dias tensos! Quando tudo parecia se acalmar, a empregada da casa, Zenilza, "detonou" a granada: disse que algumas vezes havia visto o professor Gentilhomme na casa do casal, quando Augusto viajava. – (Dizem que o diabo faz medo, não por ser diabo; mas por ser manhoso.)
A partir daí, Augusto Gallo começou a fazer investigações por conta própria, arquitetando sua iminente defesa. Quer no inquérito policial, quer no processo-crime. Ele foi atrás de várias pessoas, inclusive uma ex-empregada doméstica, que trabalhara em sua casa havia mais de 10 anos. Era Maria Bombonato que trabalhou com o casal na época que ambos viviam bem. Augusto quis saber se Maria notara alguma conduta estranha por parte de Margot, naquela época. Maria Bombonato informou ter percebido um relacionamento estranho de Margot com um ex-aluno de prenome Milton (?!) – Como Augusto era amigo do juiz José Augusto Marin, tudo foi facilitado em favor do réu. – Cerca de 40 pessoas foram ouvidas.
A filha Maitê Proença, com 12 anos de idade, foi ouvida pelo juiz e prestou declarações contra a mãe. – (Deve ter sido preparada para isso.) – Para mais ajudar e facilitar a defesa do criminoso, o juiz Marin ouvia as testemunhas na casa do próprio juiz. – O filho Renê, por ter só sete (7) anos de idade, não foi ouvido. – Mas o filho de criação, Jorge das Dores, de 23 anos, declarou que certa vez vira Margot em companhia de um oficial do Exército?!
Contudo, no curso do processo, nunca foi mostrado o suposto pedaço da carta que Margot teria feito para o professor francês?! E nem sequer foi ouvida qualquer pessoa dos Correios, pra confirmar ou negar os entreveros havidos, quando da pretensa postagem da carta naquela noite!
Margot Proença era professora de filosofia, no Colégio Estadual Culto à Ciência, em Campinas. Era querida e admirada pelo pessoal da área de educação e cultura, inclusive por alunos e ex-alunos. Houve muitos testemunhos em favor de Margot; mas nada disso serviu pra condenar Monteiro Gallo, que foi a dois julgamentos pelo Tribunal do Júri, da comarca de Campinas. E foi absolvido nos dois.
Não li a sentença de pronúncia. Mas, pelo que consta no livro, a parcialidade do juiz Marin já começou na peça de pronúncia. Visto que o promotor Alcides Salles recorreu da pronúncia. – Por ocasião do recurso, o promotor Alcides faz esta citação do jurista Nelson Hungria: - “O marido que surpreende a mulher e o tertius em flagrante; e, em desvario de cólera, elimina a vida de uma ou do outro; ou de ambos; pode invocar a violenta emoção. Mas aquele que, por simples ciúme ou meras suspeitas, repete o gesto bárbaro e estúpido de Othelo, terá que sofrer a pena inteira dos homicidas vulgares.

A mãe de Margot contratou o advogado Leonardo Frankenthal para acompanhar o inquérito policial e o processo-crime. E atuar como assistente de acusação. – Augusto Gallo contratou os advogados Álvaro Cury, Valdir Troncoso Peres e Nilton Silva Júnior. O promotor de Justiça era Alcides Amaral Salles.
O Tribunal do Júri de Campinas absolveu Augusto Monteiro Gallo duas vezes, por "legítima defesa da honra"?! - No primeiro julgamento a decisão dos jurados foi 7 X 0. A promotoria recorreu. E aquele julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Por manifesta decisão contrária às provas dos autos. Posto que os jurados consideraram "que não houve excesso na conduta de Augusto Gallo; que ele agiu moderadamente, ao matar a esposa" .- (*Inciso vigente no CP da época.)
Na segunda sessão de julgamento, com a mesma tese, o Tribunal do Júri, machista e intolerante, tornou a absolver Monteiro Gallo (4 X 3). – (Onze - 11 - facadas de surpresa foi tido como "agir moderadamente e sem excessos"?! – Imagine o que seria considerado excessivo por aqueles julgadores?!)
O julgamento foi tão aberrante, que o juiz ouviu uma criança de 12 anos de idade, no plenário do Júri (Maitê Proença, filha do casal)! - O juiz José Augusto Marin, durante o inquérito e o processo-crime ouvia as testemunhas na própria residência de Marin, repita-se. Esse juiz José Marin era muito amigo do procurador Monteiro Gallo!
Mas a sentença transitou em julgado, já que não cabia mais recurso. – Por fim, o terceiro e definitivo julgamento de Augusto Monteiro Gallo foi um câncer generalizado que o levou ao suicídio, com dois tiros no coração, em julho de 1989 (19 anos depois de matar a esposa)! - É ISSO! /.



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017




Opinião




Eu não seria eu se não expusesse MINHA opinião só para não desagradar a maioria e com isso perder seguidores.
Sim, sou POLICIAL e não vou votar no Bolsonaro porque antes disso, sou MULHER, CIDADÃ e estudei história.
Mas vamos falar da opinião da MULHER POLICIAL há 16 anos.
Em 26 anos como Parlamentar quantas leis esse senhor aprovou para melhoria, auxílio, apoio ou evolução do trabalho policial no Brasil??
Dizer que vai dar carta branca para a polícia matar? A polícia já mata, minha gente, e pior, morre também, e muito! As forças policiais do Brasil foram consideradas as que mais matam no mundo e mesmo assim o tráfico não diminuiu, ao contrário, aumentou. As drogas não são mais raras, ao contrário, estão mais acessíveis.
Não posso votar num cara que se especializou no discurso de ódio, sempre atacando mulheres, gays, negros, refugiados, sobretudo quando pobres. Chegou a dizer que Quilombolas “não deveriam procriar”, que os refugiados sírios e haitianos eram escórias, que mulheres deveriam receber salários menores, que preferia ver um filho morto a se declarar gay e que a ditadura militar matou pouco. Enfim,
passou três décadas agredindo militantes de esquerda, gays, mulheres, negros. Além de fazer apologia ao estupro e ao assassinato. Desta forma, ganhou notoriedade não pelo que produziu como parlamentar – praticamente nada –, mas pelo discurso de ódio contra as minorias.
O que ele tem a oferecer é mais violência, medo e ódio. É mais rancor, mais frustração, mais retaliação, mais tiro, mais sangue, mais morte, mais homicídios. Isso que ele está prometendo e tem a oferecer para o povo brasileiro é o inferno para nós policiais competentes e bons servidores, que acabamos sendo vítimas de assassinatos, muitos desses gerados por essa lógica belicista e de culto ao ódio (o Brasil é também campeão mundial em mortes de policiais). Tudo isso para compensar o desemprego, a precarização do trabalho, a precariedade dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social, a falta de moradia, a desigualdade socioeconômica.
Enfim, por todo o exposto e por defender a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; que possa garantir o desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização, a redução das desigualdades sociais e regionais, e que promova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, orientação sexual e quaisquer outras formas de discriminação, é que jamais votaria no JAIR BOLSONARO.



domingo, 3 de dezembro de 2017




Retalhos de gramática

José Fernandes Costa – jfc.costa15@gmail.com

Os artigos indefinidos "um / uma" quase sempre sobram nas frases. Em dois textos de jornal, anotei estes exemplos: - "Lamartine, como sempre acontece na poesia, recupera 'uma'  certa verdade." 2. "A caixinha florida, pintada à mão, é 'uma' doce presença." 3. "Basta lembrar que, em março deste ano, o governo fez 'uma' grande divulgação." 4. "O Judiciário dispôs recentemente 'uma' alternativa para facilitar." 5. "Está prevista a mediação de conflitos, 'uma' alternativa ao processo litigioso." 6. "O leilão de áreas de exploração de petróleo atingiu 'um' ágio recorde." 7. "Marinheiros se feriram em 'um' choque de embarcações." 8. "Deus é 'um' poder supremo." 9. "'Um' outro bate-boca ocorreu entre Marun e Sílvio Costa." - Tem muito MAIS. Mas posso parar por aqui. Como visto, podemos tirar esses "um / uma" que NÃO fazem qualquer falta à boa compreensão das frases! - Os textos enxutos são economia de papel e tempo; além de passar a noção de boa escrita, por parte de quem os fez!

O Enem já passou. Mas, redação sempre é bicho-papão. – O Natal está muito próximo. E logo em seguida, o ano-novo e o ano novo! Notem que natal é relativo a nascimento! E o Natal que se aproxima é a data em que se comemora o nascimento de Jesus! O dia do Natal: 25 de dezembro! Por isso, é grafado com inicial maiúscula. - O outro Natal maiúsculo é a capital do Rio Grande do Norte. Diferentemente de terra natal, torrão natal, cidade natal, que são lugares de nascimento de pessoas etc. Estes são vira-latas e são escritos com iniciais minúsculas! – E ano-novo (com hífen e minúsculo) é a virada do ano; meia-noite de 31 de dezembro, o réveillon. – “Bom Natal e boas festas de ano-novo, réveillon!”

Mas, 2018 é mais um ano novo (sem hífen e também minúsculo) que não nos promete nada. Deve ser mais um ano de vacas magras esse ano novo que vem a partir de primeiro de janeiro. – (Sinto, mas não confundam cinto com funda.) – Não usem atiradeiras, nem atirem pedras. Como costumo dizer: a Idade da Pedra não se acabou por falta de pedras. Não. Foi por causa dos avanços tecnológicos; para o bem ou para o mal, temos essa tecnologia, muitas vezes infernal.

Hermafrodito é filho e Hermes e Afrodite. O nome surgiu no Olimpo. É a mistura de Hermes com Afrodite. (Essa misturada de nomes é mania de muitos brasileiros.) – O menino Hermafrodito era muito bonito. As mulheres não resistiam aos encantos do gatão. A ninfa Salmaris ficou caidinha de amores por ele. Essa paixão comoveu os deuses do Olimpo. E Salmaris conseguiu que os dois se fundissem num só corpo. Foi daí que nasceu a palavra andrógino. De natureza masculina e feminina. Também conhecida como macho e fêmea! Alguns chamam de hermafrodita! Mas o Aurélio prefere Hermafrodito!

Os porquês da redação! E por que redação é temida? Por quê? Porque é necessário saber redigir. - Vejam: o porquê (pegado e com circunflexo) é palavra substantivada. E admite plural conforme está no comecinho! E o por quê (separado e com acento) é quando a interrogação ou exclamação termina com ele! O por que (separado e sem acento) vem no meio da frase e indica motivo, razão. E porque (pegado, sem acento) é conjunção integrante: "Você diz isso porque não pensa." "Quero saber o porquê dessa insistência sua!" "Diga-me por quê!" - Em manchete na imprensa: "Professor diz por que não há como ensinar bem" - O advérbio "eis" e a contração "daí" pedem o “por que” (separado)! - "Eis por que essas coisas acontecem." – "Daí por que fica o alerta!

Agora, vejamos um pouquinho da confusão feita pela última Reforma Ortográfica, que rolou a partir de 2009; e, por fim, entrou em vigou em 1º de janeiro de 2016:
Os hiatos voo, enjoo, coo, coroo, perdoo, moo, abençoo, povoo (presente do indicativo) perderam o acento! – Olho vivo quando estiverem nos concursos! – Também não se acentuam mais os ditongos abertos (ei / oi) em palavras paroxítonas! Exemplos: ideia, plateia, colmeia, Coreia; boia, jiboia, paranoia, heroico, paranoico etc. – Obs.: Os ditongos abertos, de palavras oxítonas e monossílabas, continuam acentuados! Ex.: dói, herói, constrói, anéis, papéis etc. - Obs2.: Os ditongos abertos "eu", também, continuam acentuados: véu, céu, ilhéu (habitante de ilha), chapéu! Assim como o respectivo plural destes: véus, ilhéus, chapéus etc. - "Houve um clarão nos céus de Las Vegas"! - ¡Y sanseacabó!




segunda-feira, 6 de novembro de 2017






As Bolachas

(Para reflexão:) 

U’a moça estava na sala de embarque de um aeroporto à espera de seu voo. Como deveria esperar muito pelo voo, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas. Sentou-se numa poltrona para que pudesse descansar e ler em paz.
Ao seu lado sentou-se um homem. Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.  Apenas pensou: "Que cara de pau! Se eu estivesse mais disposta, dar-lhe-ia um soco no olho, para que ele nunca mais esquecesse."
A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou: "O que será que este abusado vai fazer agora?"
Assim, o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela.  Aquilo era demais! Ela estava espumando de raiva! Então, pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou numa poltrona no interior do avião olhou dentro da bolsa para pegar um bombom; e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechado. Só então percebeu que a errada era ela, sempre tão distraída. Ela havia se esquecido de que suas bolachas estavam guardadas, dentro de sua bolsa.  Ela sentiu muita vergonha de si mesma!
O homem havia dividido as bolachas dele sem demonstrar indignação, nervosismo ou revolta; enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele. E já não havia mais tempo para se explicar ou para pedir desculpas.
Quantas vezes, em nossa vida, comemos as bolachas dos outros sem ter consciência disso? Antes de concluir, observe melhor, talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa. Não pense o que não sabe sobre as pessoas. Existem quatro coisas na vida que não se recuperam: a pedra, depois de atirada; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado.
Autoria desconhecida!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Mariana Costa - vítima do machismo


jfc.costa15@gmail.com




Mariana Menezes Costa era sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney. Classe média alta morava com as duas filhas (de nove e 11 anos) numa rua nobre de São Luís do Maranhão: Rua São Luís Rei de França. Nome nobre, para abrigar um crime tão ignóbil.

Mariana tinha 33 anos de idade. Era publicitária e professora na Universidade Ceuma, em São Luís. – Além disso, e das tarefas do lar, frequentava os cultos do Templo Evangélico Batista Olho D’Água. Era devota e lá ela entoava cânticos e orações.

No dia 13.11.2016, um domingo, Mariana saiu da igreja, onde celebravam a festa de aniversário do templo. Foi levada pra casa, com as duas filhas, pelo cunhado Lucas Leite Ribeiro Porto, 37 anos, que também estava no culto. Ao deixar Mariana em casa, Lucas voltou, em pouco tempo, ao apartamento dela. E cerca de 40 minutos após ter voltado, Lucas Ribeiro havia assassinado Mariana, por asfixia. O assassino Lucas, que dizem ser homossexual, está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. – Por ser “empresário bem-sucedido”, logo, logo poderá estar solto, pra matar mais mulheres, infelizmente.

Lucas Ribeiro Porto havia dado carona à cunhada Mariana, após participarem do ato festivo, naquele domingo fatídico. – Deixou-a em casa e saiu em cerca de três minutos. Mas voltou ao prédio onde morava Mariana, 45 minutos após. A porta do apartamento estava aberta, porque as crianças de Mariana estavam na piscina. – Lucas encontrou Mariana no quarto dela, saindo do banho. – Diz ele que Mariana estava despida.

Ao delegado de polícia o facínora Lucas disse que “tinha um desejo incontido de possuir sexualmente Mariana”. E aproveitou aquele momento, porque “não resistiu a vontade”! – Pergunta: por que Lucas voltou ao prédio, tão rapidamente? – Então, não foi o “momento”. Foi crime premeditado.

Mariana resistiu aos ataques do cunhado criminoso! Tanto que ele desceu do prédio, após consumar seus instintos escabrosos, bastante nervoso, transtornado. E com braços e rosto arranhados. Prova de que Mariana reagiu aos ataques do maldito cunhado, antes de ser desfalecida. – Dezenas de câmeras de monitoramento filmaram o criminoso na descida do prédio.

Irado, por ter encontrado resistência, Lucas sufocou Mariana com um travesseiro, até que ela agonizasse; em seguida, com ela já desmaiada, estupro-a e a matou. E, de imediato, o homicida desceu pelas escadas, do 9º andar do prédio, onde se deu o crime. Não usou mais o elevador. Foi filmado pelas câmeras do edifício; não teve como negar. Confessou à polícia haver matado a cunhada. – Exames das secreções de Mariana confirmaram que houve o estupro.

Pelo que dizem, Lucas é homossexual, nada obstante ser casado. É gilete, como dizemos em gíria. – Mariana tomou conhecimento da homossexualidade do cunhado. E estava se preparando pra contar à irmã Carolina, esposa do dito monstro. Carol talvez não soubesse ainda de mais essa nódoa nas costas do marido. – Mariana, surpresa com essa descoberta, iria falar, também, para outras pessoas do seu ciclo familiar e de amizades. – Lucas ao saber do plano da cunhada, resolveu acabar com a vida dela.

Por enquanto, Lucas Ribeiro está em lugar “bom e seguro”. No Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Essa penitenciária já ficou muito conhecida; e até “famosa” nacionalmente. – Numa rebelião entre três facções criminosas, os presos degolavam seus antagonistas do tráfico de drogas; e jogavam futebol com a cabeça do degolado. – É pena que Lucas possa sair de Pedrinhas antes de ser degolado.

Detalhe: A defesa de Lucas Porto entrou com pedido de incidente de insanidade mental; e quer "provar" que o endiabrado Lucas Ribeiro Porto é mentalmente insano?! - Isso são manobras cínicas de advogados!! - Essas chicanas ardilosas da defesa são do mês de agosto passado. - E o juiz do feito autorizou, em parte, o pedido. - Em suma: o pervertido Lucas Porto foi submetido a exame de sanidade mental, no dia 17 de agosto próximo findo, no Hospital Nina Rodrigues, em São Luís. - O laudo pericial deveria ficar pronto em 60 dias, a partir daquela data!! - Tudo pode acontecer!! - Inclusive, Lucas Porto pode até ser posto em liberdade pra continuar sua fúria homicida contra MULHERES indefesas! - Dificilmente esse assassino será mandado para um manicômio judiciário! - Mas onde quer que ele fique, vai ter todas as regalias imagináveis.

Esse assassino conviveu por quase duas décadas com toda família da vítima; era casado com a irmã dela. - "Nunca demonstrou em todo esse tempo um mínimo sinal de desequilíbrio mental". - São palavras da própria ex-esposa dele, Carolina Menezes, irmã da vítima Mariana. - É muito fácil, agora, querer atestado de insanidade mental pra se livrar do Tribunal do Júri. - Se a perícia não for "comprada", torna-se impossível comprovar que, à época do homicídio, Lucas Porto fosse inimputável, por distúrbios mentais ou quaisquer motivos outros.

Passado criminoso: - Há tempos que Lucas vive às voltas com a polícia, por vários crimes: estelionato; porte ilegal de armas; falsa comunicação de crime etc. - Ele havia forjado o roubo de um veículo de sua propriedade, pra receber a indenização da seguradora. – Essa era a rotina criminosa do Lucas.

E sua esposa, Carolina Costa, mantinha a rotina da irmã Mariana, no Templo Evangélico Batista Olho D’Água. – No sepultamento da irmã, Carol entoou, entre choro e soluços, este hino que Mariana mais gostava de cantar nos cultos: “Por toda a minha vida, Senhor, eu te louvarei; pois meu fôlego é tua vida e nunca me cansarei”.

De outra parte, o que se diz é que o marido de Mariana, Marcos Renato, um agropecuarista “quebrado”, era ausente na vida da esposa; e vivia em Itapecuru-Mirim, a 108 Km de São Luís. – Agora, por infelicidade, Mariana está morta; e Carol está não se sabe como. – Porque ter um marido envolvido em dezenas de crimes ou ter esse marido no Complexo de Pedrinhas, não faz muita diferença. – No dia seguinte ao homicídio (14.11) foi decretada a prisão preventiva de Lucas Porto. E ele foi encaminhado ao presídio.

Posto que logo após o crime, a polícia começou as investigações pra desvendar a morte de Mariana Costa. Em poucas horas, já sabia que ELA fora morta por asfixia e estrangulamento; em sua cama, no próprio apartamento, naquele domingo 13. – O cunhado homicida, Lucas Ribeiro Porto, diante das evidências, confessou ter matado Mariana. As câmeras mostraram que ele foi o único a entrar no apartamento dela, naquele curto espaço de tempo. – Assim, Lucas continua preso em Pedrinhas. – E Mariana pagou com a vida. – Mais uma monstruosidade contra as mulheres, entre tantas outras. /.